TV Escola investe em dramaturgia e estreia “1817, a Revolução Esquecida”.

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TV Escola investe em dramaturgia e estreia “1817, a Revolução Esquecida”.

Docudrama inicia nova série “História na TV Escola”

Uma revolução que poderia ter dado um rumo diferente à história do Brasil. Esta é a história de “1817 – A Revolução Esquecida”, que tem direção e produção de Tizuka Yamazaki e Ricardo Fávila e conta com Klara Castanho e Bruno Ferrari em um elenco com mais de 20 atores. Com filmagens no Recife, o docudrama marca a estreia do programa “História na TV Escola”, da TV Escola.

O documentário “1817 – A Revolução Esquecida”, protagonizado por Klara Castanho e Bruno Ferrari, terá lançamento oficial no dia 3 de dezembro, às 19h, no cinema São Luiz, em Recife. A capital pernambucana serviu de cenário para o enredo. Em seguida, o documentário estreia na programação da TV Escola, inaugurando a faixa “História na TV Escola”. No Rio de Janeiro, o filme será lançado no dia 5 de dezembro, às 20h, no Espaço Itaú Cinemas. Em São Paulo, acontece no dia 14 de dezembro, às 20h, na Cinemateca. Para o grande público, o filme estreia no dia 15 de dezembro, às 21h, na TV Escola.

O filme, que tem base nas pesquisas de Paulo Santos de Oliveira para o romance “A Noiva da Revolução”, dará uma expressiva contribuição ao resgate de um episódio da nossa história que se caracterizou pelo espírito democrático e republicano. E, em consequência, promoverá não só o enriquecimento cultural como o aprimoramento do espírito cívico dos brasileiros – dos jovens, em especial.

“A revolução separatista pernambucana de 1817 é um fato histórico de grande relevância e que, ainda hoje, é desconhecido por boa parte da população brasileira, em especial os mais jovens. A TV Escola tem a honra de ser o veículo de divulgação de uma obra que tem a assinatura de Tizuka Yamasaki, mas tem principalmente as digitais da história de Pernambuco e do Brasil.”, comemora Fernando Veloso, diretor geral da TV Escola.

As primeiras cenas foram rodadas no Porto do Recife atual e no Pátio de São Pedro, que representa a capital pernambucana em 1817. Atores e figurantes misturaram-se à cavalaria do exército com sua Guarda Montada e à banda da Policia Militar de Pernambuco, todos devidamente caracterizados, na reprodução de lutas e gritos de vitória do episódio. No secular convento de Santo Antônio foram captadas as cenas de abertura e do famoso casamento que conduz a história dessa revolução. Algumas cenas foram rodadas no Sítio

de Pai Adão e na “Barraca de Otília”, onde os revolucionários bebiam e conversavam.

A HISTÓRIA

O relato histórico tem início em março de 1817 e conta que em Pernambuco, um levante civil-militar foi promovido pela maçonaria e logo se estendeu à Paraíba, ao Ceará e ao Rio Grande do Norte. Independentista e republicano, ele deu aos brasileiros, pela primeira vez, governo próprio, constituição, exército, marinha, bandeira e embaixadores no exterior, além de liberdade e democracia.

O projeto oferecido ao País – que incluía o fim da escravidão e o respeito aos princípios de Declaração dos Direitos do Homem, recentemente proclamado na França – era bem mais avançado do que o regime imperial e autoritário implantado em 1822. Nascido prematuramente, porém, no Recife, sem o apoio do Rio de Janeiro e de Salvador, como fora planejado, o movimento foi derrotado pela coroa portuguesa, ao custo de mais de 1600 mortos e feridos e 800 degredados. E, além disso, foi condenado a posteriori a um esquecimento que perdura até este ano de 2017, quando completa seu bicentenário.

Em 1817, o comerciante Domingos José Martins e a jovem Maria Teodora da Costa mantinham há quatro anos um romance em segredo, proibidos de ficarem juntos pelo simples fato do rapaz ser brasileiro enquanto ela era filha de um português muito rico. Mas o casal foi contra a proibição e, durante a Revolução, casou-se e foi bastante festejado pelo povo. Através dos registros históricos, crê-se que o casório foi o mais importante que já houve no país, do ponto de vista político.

A proposta da TV Escola é recuperar a memória deste evento histórico importante para o Brasil no momento em que completa 200 anos. A dramaticidade deste docudrama fica por conta de um caso de amor ao estilo Romeu e Julieta, que aconteceu, realmente, e se tornou o símbolo desta revolução esquecida.

ASCOM Roquette Pinto
Verônica Cobas – veronicacobas@roquettepinto.org.br – 21 3282-6777
Rafa Bernardo Lima – rafaellima@roquettepinto.org.br – 21 3282-6634

 

Roquette Pinto