Nome social e comunicação em Libras na Roquette Pinto

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Nome social e comunicação em Libras na Roquette Pinto

A Roquette Pinto tem um compromisso diário com a inclusão social. Aqui, respeitamos as diferenças e atendemos às necessidades do colaborador, proporcionando um ambiente respeitoso, seguro e saudável a todos.

Pensando nisso, adotamos o nome social: todo colaborador tem o direito de escolher o nome que irá apresentar em seu crachá, e-mail institucional e cartões de visita, mesmo que este seja diferente do que consta em seus documentos. Com a medida, outros colaboradores poderão identificá-lo pelo nome com o qual deseja ser chamado, reforçando assim, a atitude de respeito ao próximo.

Essa iniciativa contribui para o reconhecimento destes profissionais. A Organização compreende que colaboradores que se sentem bem no ambiente de trabalho estão mais satisfeitos e são mais dedicados.

Seguindo o exemplo de respeito a individualidade, casos como o da Viviane Rosa e de outros colaboradores com necessidades especiais, são um estímulo para tornar a Roquette Pinto cada vez mais acessível.

Segundo dados do Censo de 2010 do IBGE, no Brasil, são 9,7 milhões de pessoas com algum grau de deficiência auditiva. 95% destes vivem em família de ouvintes e sofrem algum tipo de dificuldades para serem inclusos na sociedade em que vivem.

Viviane faz parte destes números. Devido a uma forte meningite, perdeu a audição aos 8 meses de idade. Passou por dificuldades em sua infância para encontrar escolas acessíveis que dessem todo suporte para sua necessidade: “Estudei até o ensino médio em escolas sem interpretes, minha vida era fazer leitura labial. ”

Viviane Rosa

Mas nada impediu o desejo de Viviane de ser pedagoga. Formou-se em 2010, no Instituto Nacional de Educação para Surdos, o INES, mas as dificuldades ainda percorriam seu caminho:

“Trabalhei em um lugar onde as pessoas não conversavam comigo, alguns não sabiam LIBRAS e isso atrapalhava a comunicação. Meu antigo chefe não prestava atenção no que eu falava. Eu ficava só trabalhando, de frente para o computador, sem falar com ninguém (…). Aqui (na Roquette Pinto) é diferente, amo conversar com todos, as pessoas falam LIBRAS, todos são bem comunicativos e felizes. ”

Viviane trabalha na área de Comunicação Interna da Roquette Pinto desde 2016, sua missão é tornar a Comunicação cada vez mais acessível: “A Roquette Pinto prioriza a acessibilidade para todos os colaboradores e se preocupa com a comunicação acessível. “

Em julho deste ano, Viviane irá ministrar seu próprio curso de LIBRAS para aqueles que ainda não aprenderam ou tem alguma dificuldade, como a Beatriz Lopes, estagiária de Comunicação Interna:

“Quando comecei a trabalhar com a Viviane, senti um pouco de dificuldade para me comunicar, pois não sabia Libras, mas com o tempo acabei entendendo e hoje é normal. Sem diferenças ou dificuldades, como antes(…).

Acredito que este curso que a Viviane vai ministrar seja de extrema importância, porque quanto mais se conhece sobre Libras, mais conseguiremos nos comunicar(…). A Roquette Pinto parece se importar de verdade com os portadores de necessidades especiais, não vejo preconceito pelos corredores, pelo contrário, sempre vejo os colaboradores se importando e tentando aprender cada vez mais sobre Libras. ”

Beatriz Lopes

A Roquette Pinto prioriza a inclusão não só no ambiente interno da Organização, mas também estimula a prática através de seus produtos e serviços. Em parceria com o INES, nasceu em 2013 a TV INES, um canal com a programação totalmente acessível com o objetivo de integrar os surdos na sociedade.

A iniciativa, pioneira no Brasil e com poucas similares no mundo, prioriza em sua programação a Língua Brasileira de Sinais (Libras), que tem acervo de palavras e gramática próprios e distintos da Língua Portuguesa. Todo conteúdo da TV INES é bilíngue, com legendas e locução em português, para que a grade possa contemplar surdos e ouvintes.

O conteúdo é exclusivo e bastante diversificado. Inclui filmes, notícias, desenhos animados, programas de esporte, cultura e tecnologia, além de produções de parceiros que são adaptadas para Libras. Todos os apresentadores são surdos e a meta é aumentar a oportunidade para estas pessoas e inseri-las no mercado de trabalho:

“Quando eu entrei no projeto, era muito simples ainda, com o passar do tempo, eu vi que é possível ter um canal bilíngue e que ele teria grande importância para os surdos de todo Brasil. Eu me sinto responsável e honrado por fazer parte da TV que torna o conteúdo acessível”, afirma Áulio, apresentador da TV INES há 4 anos.

Áulio Nóbrega

Além da TV INES, a Roquette Pinto também conta com a audiodescrição nos programas da TV Escola. Este recurso, destinado a pessoas com deficiência visual, descreve de forma detalhada cenas, ambientes, personagens e ações não faladas de um programa, filme ou peça teatral:

“A audiodescrição é indispensável e fundamental. Na verdade, é uma tecnologia assistiva, o meio que a pessoa com deficiência tem acesso a um produto. Serve não só aos deficientes visuais, como eu, mas também para quem tem alguma dificuldade intelectual ou idosos. (…)

É muito legal trabalhar proporcionando às pessoas cegas a oportunidade de ter acesso as obras que a TV Escola apresenta. Se não houvesse a audiodescrição, seria muito mais difícil ter acesso. (…) Foi através de muita luta que conseguimos por direito a audiodescrição.” Nos conta Virginia Menezes, consultora em audiodescrição.

Segundo o último Censo do IBGE, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil. Através da audiodescrição, conseguimos aumentar ainda mais a acessibilidade da Roquette Pinto, mantendo nosso objetivo de comunicar para educar.

Roquette Pinto